{"id":272,"date":"2013-02-05T14:46:27","date_gmt":"2013-02-05T14:46:27","guid":{"rendered":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/?page_id=272"},"modified":"2013-02-14T18:29:11","modified_gmt":"2013-02-14T18:29:11","slug":"lenda-do-nascimento-do-mosteiro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/?page_id=272","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Lenda do nascimento do Mosteiro da Miseric\u00f3rdia na Villa de Aveiro<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/mosteiro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-496 aligncenter\" alt=\"mosteiro\" src=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/mosteiro.jpg\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/mosteiro.jpg 400w, https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/mosteiro-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivia na Villa de Aveiro hum Affonso Domingues, velho de annos, e de persegui\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, que de\u00a0longos tempos o tinh\u00e3o tolhido de p\u00e9s e m\u00e3os, e como com pregos cravado em huma cama, homem\u00a0conhecido na terra p\u00f3lo mal , que padecia, o por bom christ\u00e3o, e devoto de Nossa Senhora, antes da\u00a0doen\u00e7a. Eis que hum dia, era por Agosto do anno 1422, amanhace s\u00e3o, e salvo, e em p\u00e9 \u00e0 porta do\u00a0Infante, que a caso se achava ent\u00e3o na Villa. Sobe as escadas t\u00e3o solto, e t\u00e3o senhor de si, como quando\u00a0era de 25 annos; pasmando todos os que o conheci\u00e3o, como se vir\u00e3o fantasma. Pede audi\u00eancia, lev\u00e3ono\u00a0ao Infante, corre toda a casa traz elle; posto em sua presen\u00e7a, foi contando, que na mesma noite se\u00a0ouvira chamar por seu nome, e abrindo os olhos, vira arder a pobre casa em resplendores muito\u00a0aventejados ao sol do meio dia, o no meio deles se lhe apresentara huma Senhora cercada de tamanha\u00a0gl\u00f3ria, e fermosura, que n\u00e3o pudera duvidar ser a Virgem M\u00e3i de Deus; e adorando-a por tal, entre\u00a0perturba\u00e7\u00e3o, e alegria, ella lhe mandara, que tomasse huma enxada, e aseguisse. Tal era a minha\u00a0torva\u00e7\u00e3o, dizia o bom velho, que sem me lembra a pris\u00e3o de membros, que tantos anos, h\u00e1 n\u00e3o<br \/>\nmandava, nem er\u00e3o meus, tive m\u00e3os para tomar a enxada, e p\u00e9s para andar, sem saber o que fazia, nem\u00a0como o fazia. Fui-me traz a bendita M\u00e3i de Piedade, que encaminhou p\u00eara a porta do Sol, (he nome de\u00a0huma das portas da Villa), e chegando a ella, notei, que se sentou na escada, que sobe p\u00eara o muro, e\u00a0d\u2019aqui me mandou, que fosse sinalando com a enxada, (como fiz) hum bom peda\u00e7o d\u2019aquelle\u00a0descampado. Fato feito, disse-me, que logo de sua, parte vos avizasse, senhor Infante, que lavr\u00e1sseis\u00a0aqui hum Mosteiro da Ordem de S\u00e3o Domingos, e que fosse do seu nome d\u2019ella. At\u00e9 este ponto, como\u00a0se tudo fora sonho, que na verdade assi me parecia, n\u00e3o tinha eu reparado em nada mas quando me vi\u00a0feito embaixador, comessei a duvidar comigo dizia-lhe, que ningu\u00e9m me daria credito, homenzinho, e\u00a0coitado, e em negocio tamanho: e a Senhora tornou: Vai, n\u00e3o duvides; que bastar\u00e1, para seres crido,\u00a0ver-te o infante posto em p\u00e9, e s\u00e3o, e valente, como est\u00e1s, quando sabia, que estavas entrevado: ent\u00e3o\u00a0parece, que acabei de entrar em mim, e cobrei luz para ver; e entender, que tinha cobrado milagrosa<br \/>\nsa\u00fade, qual nunca esperei, nem mereci.<\/p>\n<h4>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/h4>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Breve Hist\u00f3ria do Convento<\/strong><\/h3>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Convento dominicano de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia de Aveiro.<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong>Diz o cronista da Ordem, Frei Lu\u00eds de Sousa, que a funda\u00e7\u00e3o deste mosteiro se ficou a dever a uma\u00a0milagrosa apari\u00e7\u00e3o da Virgem Maria ao velho Afonso Domingues sobre um dos basti\u00f5es da muralha;\u00a0para comemorar o facto, o Infante D. Pedro, amigo sincero dos dom\u00ednicos e muito devoto de Nossa\u00a0Senhora do Pranto, da Piedade ou da Miseric\u00f3rdia, alcan\u00e7ou do Papa Martinho V, a 19 de Fevereiro de\u00a01423 \u2014 pouco antes da largada para as \u00abSete Partidas\u00bb \u2014 um Breve pelo qual lhe era facultado\u00a0estabelecer em Aveiro um convento para a Ordem. Efectivamente, a 23 de Maio, lan\u00e7ava-se a primeira\u00a0pedra do edif\u00edcio que se tornou digno do seu fundador; foi-lhe dado por orago Nossa Senhora da\u00a0Miseric\u00f3rdia, que tinha por capela a primeira \u00e0 esquerda de quem entra na igreja.<br \/>\nDepois de 1834, o mosteiro ficou sendo quartel que, em virtude do inc\u00eandio que o devorou a 18 de\u00a0Outubro de 1843, passou para o convento de Santo Ant\u00f3nio. Num recanto da cerca, entregue \u00e0 C\u00e2mara\u00a0Municipal, construiu-se o cemit\u00e9rio central, inaugurado a 12 de Novembro de 1835, em cuja capela,\u00a0benzida a 10 de Novembro de 1839, \u00e9 venerada uma imagem de Cristo Crucificado, que era da sala do\u00a0cap\u00edtulo. O resto da cerca foi primeiramente arrendado e posteriormente vendido em arremata\u00e7\u00e3o\u00a0p\u00fablica de 9 de Maio de 1868.<br \/>\nEm 1865, o Munic\u00edpio fez reparos na sala da biblioteca e a\u00ed estabeleceu a aula de instru\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do\u00a0sexo masculino da Gl\u00f3ria e uma nocturna para oper\u00e1rios e servi\u00e7ais. Em Mar\u00e7o desse ano, caiu quase\u00a0toda a parte do edif\u00edcio a norte da referida sala e, em 1867, ruiu a parte mais alta da zona queimada; em\u00a0Outubro de 1868, estando tudo vendido, deixou de a\u00ed funcionar a escola; em 1872 foram demolidos os\u00a0restos ardidos, em 1888 o claustro e depend\u00eancias e, em 1900, a sala da farm\u00e1cia e outros anexos. Hoje\u00a0pouco existe do convento.<br \/>\nA igreja, \u00e0 esquerda do mosteiro, reformada em v\u00e1rias \u00e9pocas, \u00e9 de s\u00f3lida constru\u00e7\u00e3o mas de planta\u00a0singela. Na capela-mor, do lado do Evangelho, encontra-se um t\u00famulo de granito sobre o qual campeia\u00a0o bras\u00e3o da Casa dos Sousas \u2014 que tamb\u00e9m se v\u00ea no arco-cruzeiro; a\u00ed est\u00e3o as cinzas de D. Catarina de\u00a0Ata\u00edde, filha de \u00c1lvaro de Sousa e de D. Filipa de Ata\u00edde, segundo a inscri\u00e7\u00e3o sepulcral. Parece que o\u00a0templo foi sagrado por D. Jorge de Almeida, Bispo de Coimbra desde 1483 at\u00e9 1543; a fachada \u00e9 de\u00a01719 e a torre \u00e9 moderna, inaugurada \u2014 como vimos \u2014 em 1862, embora datada de 1869; o vasto\u00a0altar-mor e a sua tribuna, da segunda metade do s\u00e9culo XVIII, pertenceram \u00e0 antiga igreja da Vera-Cruz.<br \/>\nEncontram-se ainda na capela-mor duas ordens de cadeiras, havendo vinte e duas em cima e dezasseis\u00a0em baixo; os espaldares dividem-se em cinco panos de cada lado e um menor de canto, cada qual com\u00a0duas telas; estas s\u00e3o da primeira metade de s\u00e9culo XVIII, de artista que desenhava bem sobre gravuras\u00a0ou modelos. Conforme diz A. Nogueira Gon\u00e7alves, \u00abs\u00e3o obras muito graciosas e dignas de cuidados\u00bb e\u00a0constituem \u00aba melhor pintura deste tempo, que se v\u00ea na Cidade\u00bb; representam oito figuras femininas e\u00a0catorze masculinas, todas do hagiol\u00f3gio dominicano.<br \/>\nA igreja de S. Domingos, escapando \u00e0s chamas de 1843, continua a ser a paroquial da Gl\u00f3ria desde 1835\u00a0e hoje, na Diocese restaurada, \u00e9 provisoriamente a S\u00e9.<br \/>\nNo adro, encontra-se um cruzeiro g\u00f3tico-manuelino, proveniente de oficina coimbr\u00e3 do final do s\u00e9culo\u00a0XV; na coluna assentam as representa\u00e7\u00f5es dos Evangelistas e diversas cenas da Paix\u00e3o; a imagem do\u00a0Crucificado \u00e9 de apar\u00eancia dura.<\/p>\n<h4>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Par\u00f3quias da Vila de Aveiro<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Durante o pontificado do terceiro Bispo de Aveiro, ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o do Governo liberal e no conjunto da\u00a0<\/span>nova divis\u00e3o administrativa\u00a0do pa\u00eds, foi feito tamb\u00e9m um reajustamento paroquial da Cidade,\u00a0diminuindo-se-lhe\u00a0o n\u00famero de freguesias.<br \/>\nDesde a \u00e9poca da reconquista crist\u00e3 at\u00e9 ao s\u00e9culo XVI, a Vila de Aveiro era apenas constitu\u00edda pela\u00a0freguesia de S. Miguel, cuja igreja matriz, com a porta principal para poente e a capelamor\u00a0batendo na\u00a0Rua da Costeira \u2014 hoje de Coimbra, se erguia altaneira em frente \u00e0 Casa da C\u00e2mara no largo\u00a0actualmente denominado Pra\u00e7a da Rep\u00fablica.<br \/>\nNo ano de 1572, elaborado o rol das pessoas de comunh\u00e3o que nela havia \u2014 ao todo 11 365 \u2014 o Bispo\u00a0de Coimbra, D. Frei Jo\u00e3o Soares, achou excessiva aquela popula\u00e7\u00e3o para uma s\u00f3 par\u00f3quia e, por\u00a0provis\u00e3o de 10 de Julho, parcelou o territ\u00f3rio em quatro freguesias: S. Miguel, composta pela Vila\u00a0muralhada e pelo bairro do Alboi, a ocidente; Esp\u00edrito Santo, que se \u00a0estendia a sul das muralhas,\u00a0compreendendo os povos do Cimo da Vila, de Vilar e de S\u00e3o Bernardo; Nossa Senhora das Candeias ou\u00a0da Apresenta\u00e7\u00e3o e Vera-Cruz, a norte do canal central da Ria, aquela para poente e esta para nascente\u00a0[1].<br \/>\nAp\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do Distrito de Aveiro, verificada em Julho de 1835, foram estas par\u00f3quias reduzidas a\u00a0duas, por alvar\u00e1 de 11 de Outubro assinado pelo Governador Civil Jos\u00e9 Joaquim Lopes de Lima;\u00a0publicado\u00a0o documento, foi este remetido ao Bispo da Diocese que, \u00abtendose<br \/>\nconformado com esta\u00a0redu\u00e7\u00e3o e atendendo \u00e0s raz\u00f5es expostas no mesmo alvar\u00e1, mandou passar a competente portaria com\u00a0data de 13 de Outubro daquele ano\u00bb [2]. Por esta forma, constituiu-se\u00a0a norte do mencionado canal a\u00a0freguesia da Vera-Cruz\u00a0e a sul a da Gl\u00f3ria. O bairro de S\u00e1, que at\u00e9 ent\u00e3o fora de \u00cdlhavo, era incorporado\u00a0na primeira destas freguesias.<br \/>\nA matriz da par\u00f3quia setentrional de Aveiro fixou-se\u00a0na igreja da Vera-Cruz, que existia no actual largo\u00a0do mesmo nome, sendo-lhe\u00a0anexada a outra freguesia [3]. Anos depois, \u00a0pensando-se\u00a0em construir um\u00a0templo mais vasto, iniciou-se\u00a0no mesmo local uma nova edifica\u00e7\u00e3o que, como veremos [4], n\u00e3o chegou\u00a0a concluir-se.<br \/>\nO centro religioso, transferido provisoriamente para a igreja da Apresenta\u00e7\u00e3o, l\u00e1 foi\u00a0ficando com car\u00e1cter definitivo; este templo, levantado em 1606, ergue-se\u00a0no s\u00edtio duma anterior capela\u00a0dedicada a S. Gon\u00e7alo [5].<br \/>\nA par\u00f3quia meridional recebeu o nome de Gl\u00f3ria \u2014 talvez para honrar a Rainha D. Maria da Gl\u00f3ria \u2014 e\u00a0passou a ter como sede a igreja do extinto convento de S. Domingos; a sua torre \u00e9 de 1862 e erigiu-se\u00a0sobre a capela de Nossa Senhora da Escadinha, que estava por cima do port\u00e3o que ainda hoje d\u00e1\u00a0serventia para as traseiras; os sinos \u2014 os dois maiores vindos de S. Miguel, o imediato do convento e o\u00a0mais pequeno do Esp\u00edrito Santo \u2014 tocaram pela primeira vez a 28 de Maio desse ano [6]. Que sucedeu\u00a0\u00e0s igrejas do Esp\u00edrito Santo e de S. Miguel, hoje \u00a0completamente desaparecidas do aglomerado citadino?\u00a0\u2014 perguntar\u00e1 o leitor.<br \/>\nA primeira, colocada entre as Ruas de S. Sebasti\u00e3o e de S. Martinho e junto da sua \u00a0conflu\u00eancia, caiu em\u00a0ru\u00ednas por abandono e principiou a demolir-se\u00a0em fins de Mar\u00e7o de 1858 [7]. Era um templo pobre; em\u00a0seu lugar existe o Largo de Lu\u00eds de Cam\u00f5es ou do Esp\u00edrito Santo.<br \/>\nMerece refer\u00eancia mais pormenorizada a igreja de S. Miguel \u2014 a matriz de Aveiro \u2014 por ter sido o mais\u00a0antigo monumento da Cidade, reconstitu\u00eddo diversas vezes e sacrificado pelo camartelo demolidor. A\u00a0sua funda\u00e7\u00e3o remontaria ao s\u00e9culo XI, talvez ao tempo do Conde D. Sisnando, Senhor de Coimbra e das\u00a0terras entre o Douro e as fronteiras com os mouros a sul do Mondego, por doa\u00e7\u00e3o feita em 1086 por D.\u00a0Fernando, Rei de Le\u00e3o [8]. Gra\u00e7as a um documento dirigido pelo vig\u00e1rio encarregado de S. Miguel ao\u00a0Vig\u00e1rio Capitular de Coimbra, sendo Aveiro j\u00e1 Cidade mas n\u00e3o sede de Diocese, possu\u00edmos a sua\u00a0minuciosa descri\u00e7\u00e3o [9].<br \/>\nNa matriz havia uma colegiada com vig\u00e1rio e cinco beneficiados, que pertencia \u00e0 Ordem de S. Bento de\u00a0Avis. O edif\u00edcio, embora duma s\u00f3 nave, era grande e constru\u00eddo de pedra e cal; as paredes encontravam-se\u00a0cobertas a azulejo pelo interior; a torre esguia, um tanto arruinada, ostentava tr\u00eas sinos, uma sineta e\u00a0um rel\u00f3gio; possu\u00eda duas sacristias, um p\u00falpito de grade de paupreto\u00a0torneado, fonte baptismal de\u00a0pedra branca lavrada, pintada e dourada.<br \/>\nO altarmor,\u00a0de pedra e cal, forrado de madeira, com ret\u00e1bulo de talha dourada, era dedicado ao titular\u00a0cuja imagem, bem como as de S. Bento e de S. Bernardo, consistia numa est\u00e1tua de vulto inteiro e\u00a0perfeito.<br \/>\nDo lado do Evangelho, \u00e0 esquerda de quem entrava, estava edificado o altar do Sant\u00edssimo Sacramento,\u00a0com sacr\u00e1rio piramidal colocado no ret\u00e1bulo; seguiam-se\u00a0cinco capelas: a do M\u00e1rtir S. Vicente; a de\u00a0Nossa Senhora da Soledade; a do M\u00e1rtir S. Sebasti\u00e3o que \u00aba C\u00e2mara desta Cidade lhe chama sua\u00bb, onde\u00a0existia tamb\u00e9m a imagem de S. Roque e a de outro Santo, talvez Evangelista; a do Senhor dos Passos,\u00a0vendo-se\u00a0por cima a representa\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Trindade e sob o altar a do Senhor Morto no esquife;\u00a0a do Rei Salvador, cuja imagem era a do Senhor Ecce Homo, \u00abde jaspe, muito devota\u00bb, posta num\u00a0ret\u00e1bulo onde se viam pain\u00e9is a figurar Santa Maria Madalena e Nossa Senhora com seu filho morto nos\u00a0bra\u00e7os. Ao fundo era o baptist\u00e9rio.<br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Do lado da Ep\u00edstola, erguia-se\u00a0<\/span>o altar de Nossa Senhora da Gra\u00e7a [10], cujo \u00edcone estava num ret\u00e1bulo\u00a0igual ao do Sacramento, tendo este esculpidos mais tr\u00eas relevos \u2014 um da Assun\u00e7\u00e3o, outro de S. Joaquim\u00a0e outro de Santa Ana; continuavam as capelas: a de S. Pedro, de S. Paulo e de Santo Andr\u00e9, cujas\u00a0esculturas eram de pedra; a da Virgem e M\u00e1rtir Santa Luzia; a de S. Braz, \u00abcom fundo que excede as\u00a0paredes da igreja\u00bb e com \u00abtecto em forma de zimb\u00f3rio\u00bb; a de S. Jos\u00e9, cuja imagem \u00abe uma do Menino\u00a0Deus, que tem pela m\u00e3o, s\u00e3o de vulto inteiras e perfeitas\u00bb [11]. Num v\u00e3o de parede existia ainda \u00abum\u00a0grande painel do Senhor Crucificado, Nossa Senhora e S. Jo\u00e3o, com a voca\u00e7\u00e3o dos Aflitos\u00bb.\u00a0No adro achavam-se\u00a0mais duas capelas com porta para a igreja: uma, g\u00f3tica, de Santa Catarina, Virgem e\u00a0M\u00e1rtir; a outra, de Santo Ildefonso [12], que, al\u00e9m daquela entrada, tamb\u00e9m tinha porta para o exterior.\u00a0Entre a matriz e os Pa\u00e7os do Concelho encontrava-se\u00a0ainda a capela de Santo Ant\u00f3nio dos Presos,\u00a0\u00abdefronte da cadeia\u00bb; era \u00abde pedra e cal, o tecto da ab\u00f3bada arqueado, com porta da mesma largura e\u00a0altura para poderem os presos ouvir Missa todos os domingos e dias santos\u00bb.\u00a0No dizer de Marques Gomes, a igreja de S. Miguel \u00abera um desses monumentos venerandos que,\u00a0cobertos pelo p\u00f3 dos s\u00e9culos, servem para mostrar \u00e0 posteridade o objecto da Religi\u00e3o pura e crente\u00a0das primeiras \u00e9pocas do Cristianismo [&#8230;]; era a testemunha ocular dos feitos hom\u00e9ricos dos antigos\u00a0aveirenses, como o dep\u00f3sito sagrado das suas cinzas venerandas\u00bb [13].\u00a0Efectuada a divis\u00e3o paroquial, o aludido Governador Civil, a pedido de certos pol\u00edticos influentes, [14]\u00a0sentenciou a demoli\u00e7\u00e3o da igreja, n\u00e3o fosse o seu nome lembrar perpetuamente o do Rei proscrito. Em\u00a0Novembro de 1835, poucos dias ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da freguesia, iniciavam-se\u00a0as obras. \u00abSe os habitantes\u00a0de Aveiro, em geral, se mostraram contr\u00e1rios \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das freguesias, muito mais se mostraram\u00a0contr\u00e1rios \u00e0 demoli\u00e7\u00e3o da matriz, e com especialidade os paroquianos. Isto bem se deixa ver do que a\u00ed\u00a0fica exposto e mais o provou o facto de n\u00e3o haver aqui oper\u00e1rios, que facilmente se prontificassem aos\u00a0trabalhos que reputavam um vandalismo. Conduzidos da Barra os presos que ali estavam cumprindo\u00a0senten\u00e7a de condenados a trabalhos p\u00fablicos, foram esses os que demoliram a igreja de S. Miguel!\u00a0Quando j\u00e1 a obra da demoli\u00e7\u00e3o estava quase conclu\u00edda, espalhou-se\u00a0a not\u00edcia de que o Governo,\u00a0censurando o alvar\u00e1 de 11 de Outubro, mandara conservar o templo. Essa resolu\u00e7\u00e3o de nada serviu,\u00a0porque ent\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o restavam do templo sen\u00e3o algumas paredes na altura de poucos palmos. \u00c9 poss\u00edvel\u00a0que tal ordem houvesse chegado tarde ou tivesse sido abafada, para se evitarem quest\u00f5es e para se\u00a0satisfazerem\u00a0compromissos pessoais e pol\u00edticos\u00bb [15].\u00a0Decorridos os anos, verifica-se,\u00a0com pena, como em Aveiro, pelo desamor dos homens ou pela avers\u00e3o\u00a0\u00e0s recorda\u00e7\u00f5es de cren\u00e7a dos ancestrais, se tem feito desaparecer o que marcava o valor da\u00a0antiguidade; at\u00e9 da muralha nada resta que possa dizer da sua remota grandeza. J\u00e1 a 15 de Mar\u00e7o de\u00a01905 um grupo de aveirenses, dirigindo-se\u00a0a el-Rei,\u00a0a prop\u00f3sito do projecto do corte do convento das\u00a0carmelitas, confessava:\u2014 \u00abDe todos os vest\u00edgios dum passado nobre pode dizer-se\u00a0que nada nos resta;\u00a0as devasta\u00e7\u00f5es do fogo, como aconteceu no convento de S. Domingos e no Pa\u00e7o Episcopal, e a febre de\u00a0reconstruir, trocando a solidez antiga pela casaria moderna, que mal se acabou logo cai em ru\u00ednas,\u00a0varreram da Cidade todos os sinais da prosperidade de outros s\u00e9culos\u00bb [16].\u00a0D. Manuel Pacheco de Resende, velho e decr\u00e9pito de 86 anos, a 8 de Junho de 1836 ainda era nomeado\u00a0pelo Governo Arcebispo de Braga, dignidade em que n\u00e3o chegou a ser confirmado, tanto por causa das\u00a0circunst\u00e2ncias em que se encontravam as rela\u00e7\u00f5es com Roma, como por ter tido somente poucos meses\u00a0de vida [17]. \u00abPr\u00f3ximo \u00e0 sua morte, estando em seu perfeito ju\u00edzo e na presen\u00e7a dos presb\u00edteros, seus\u00a0familiares, disse que concedia a todos os sacerdotes do seu Bispado a faculdade de se conservarem\u00a0naquele exerc\u00edcio das suas Ordens, que ent\u00e3o tinham, por espa\u00e7o de seis anos\u00bb [18]. O previdente\u00a0Ant\u00edstite pretendeu assim obstar a males que adivinhava, oriundos do cisma religioso j\u00e1 corrente no\u00a0pa\u00eds, de que falaremos em cap\u00edtulo posterior [19].\u00a0Confortado com os sacramentos da Santa Igreja, faleceu no Pa\u00e7o Episcopal no dia 17 de Fevereiro de\u00a01837, pelas seis horas e tr\u00eas quartos da tarde. No funeral seguiram-se\u00a0as suas \u00faltimas recomenda\u00e7\u00f5es;\u00a0<em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">n\u00e3o houve \u00abornato algum de arma\u00e7\u00e3o f\u00fanebre no Pa\u00e7o e menos na S\u00e9\u00bb. Paramentado de Pontifical, foi\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">o cad\u00e1ver colocado num \u00abcaix\u00e3o forrado de durante preto com gal\u00f5es falsos, brancos e amarelos\u00bb. No\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">dia 18, na m\u00e1xima simplicidade, oito pobres conduziram o f\u00e9retro para a Catedral, com o\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">acompanhamento do p\u00e1roco da freguesia da Gl\u00f3ria (que o havia sido de S. Miguel), Padre Ant\u00f3nio Dias\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">Ladeira de Castro [20], do sacrist\u00e3o e de mais seis sacerdotes. Depois do despacho real de 20 de\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">Fevereiro, assinado pelo Ministro de Estado Ant\u00f3nio Manuel Lopes Vieira de Castro, teve o corpo\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">sepultura na igreja da S\u00e9, em frente ao altar de Nossa Senhora das Dores, de quem era muito devoto\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">[21] \u2014 o que se realizou a 26 seguinte [22].\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">A sua morte foi por todos muito chorada [23]. Bondo s\u00edssimo Prelado, \u00absobre cujas c\u00e3s sagradas caiu\u00a0tamb\u00e9m um pouco de opr\u00f3brio e de persegui\u00e7\u00e3o\u00bb [24], deixou fama de austero, de esmoler, de santo,\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">de homem de Deus, da Igreja e das almas. Nesse per\u00edodo de grande agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, tornou-se\u00a0credor,\u00a0por muitos t\u00edtulos, da gratid\u00e3o da gente aveirense. Como escreveu Homem Christo, \u00abera homem das\u00a0mais preclaras virtudes; durante o predom\u00ednio dos miguelistas, deu aos constitucionais perseguidos\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">todo o seu aux\u00edlio, e, durante o predom\u00ednio dos constitucionais, fez o mesmo aos miguelistas. Dava aos\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">pobres, a quem acudia nas suas afli\u00e7\u00f5es, todo o dinheiro que possu\u00eda\u00bb [25]. Pessoa completa, \u00ab\u00e0s\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">virtudes crist\u00e3s unia as virtudes c\u00edvicas; debaixo dos olhos desconfiados de um Governo suspeitoso,\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">mandava o p\u00e3o quotidiano aos que o Governo martirizava nas pris\u00f5es; [&#8230;] procurava, atrav\u00e9s de todas\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">as dificuldades, de todas as resist\u00eancias de p\u00e9rfidos subalternos, quebrar, de modo poss\u00edvel, o maior\u00a0<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">rigor aos mandatos tir\u00e2nicos\u00bb [26].\u00a0N\u00e3o \u00e9, pois, sem fundamento que o terceiro Bispo continua vivo na mem\u00f3ria de Aveiro. Na aprecia\u00e7\u00e3 o<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">de Rangel de Quadros, \u00abele foi s\u00e1bio e justo; compreendeu os deveres do Episcopado; foi verdadeiro\u00a0ap\u00f3stolo das doutrinas de Cristo; n\u00e3o era um Bispo grande, mas era um grande Bispo, porque foi grande\u00a0pela sua abnega\u00e7\u00e3o e caridade, morrendo pobre para acudir aos pobres\u00bb [27].<\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"> ____________________ <span style=\"color: #999999;\">[1] Eis o texto da provis\u00e3o episcopal:\u2014 \u00abVisitando N\u00f3s a paroquial igreja de S. Miguel da Vila de Aveiro, ach\u00e1mos haver nela dois mil vizinhos e mais de onze mil almas de cura, afora muita gente estrangeira que nela de cont\u00ednuo reside; e, n\u00e3o havendo nela mais de esta s\u00f3 igreja paroquial, n\u00e3o podiam nela caber, nem serem sacramentados, nem curados, nem ouvir Missa aos domingos e dias santos. E, para prover no caso como for servi\u00e7o de Nosso Senhor e bem das almas e todos fossem conhecidos assim os estrangeiros como os naturais, Nos pareceu necess\u00e1rio erigir e criar de novo tr\u00eas freguesias na dita Vila e repartir por cada uma quatrocentos fogos pouco mais ou menos, porque ainda assim ficam com a matriz oitocentos, e em cada uma destas igrejas instituir um capel\u00e3o que os curasse e administrasse todos os eclesi\u00e1sticos sacramentos. E, pela dita igreja ser da Ordem e Mestrado de Avis e os r\u00e9ditos dela obrigados a esta nova obriga\u00e7\u00e3o, o fizemos assim saber a elRei nosso Senhor, como governador que \u00e9 e perp\u00e9tuo administrador da dita Ordem de Avis. E, pelas raz\u00f5es que lhe aleg\u00e1mos, Sua Alteza o houve e h\u00e1 por bem, por uma sua especial provis\u00e3o que para isso Nos mandou, que se erijam e se criem de novo as ditas tr\u00eas freguesias, pela qual de seu pr\u00f3prio e expresso consentimento e nossa autoridade ordin\u00e1ria de agora para sempre criamos e de novo erigimos na dita Vila tr\u00eas freguesias, a saber, uma na igreja que ora \u00e9 da VeraCruz, e outra na do Esp\u00edrito Santo, e outra na de Nossa Senhora das Candeias, as quais desmembramos de todo da matriz [&#8230;]\u00bb \u2014 (Documento transcrito pelo Dr. Francisco Ferreira Neves, Uma descri\u00e7\u00e3o das igrejas e capelas da freguesia de S. Miguel de Aveiro no s\u00e9culo XVIII \u2014 ADA, VII, 1941, pgs. 182183). [2] Rangel de Quadros, Aveiro (Apontamentos Hist\u00f3ricos) \u2014XII, pg. 103. Cf. ainda Marques Gomes, Mem\u00f3rias cit., pg. 107, e Am\u00e9rico Costa, Diccionario Chorographico de Portugal Continental e Insular, Vol. II, pg. 1062. [3] Marques Gomes, Mem\u00f3rias cit., pgs. 107108. [4] Vd. Pg. 236. [5] Marques Gomes, idem, pg. 108. [6] Cons. Jos\u00e9 Ferreira da Cunha c Sousa, Mem\u00f3ria de Aveiro, no s\u00e9culo XIX (II) \u2014 A, Vol. VI, 1940, pg. 178; na pg. 201 do ADA, na mesma Mem\u00f3ria, l\u00ease: \u2014 Num dos altares da igreja de S. Miguel \u00abera venerada uma imagem de Nossa Senhora, da invoca\u00e7\u00e3o da Gra\u00e7a; transferida para a igreja de S. Domingos, foi crismada em Nossa Senhora da Gl\u00f3ria e ficou sendo o orago da freguesia. Esta mudan\u00e7a de invoca\u00e7\u00e3o farseia por ser nome pr\u00f3prio da Rainha Senhora Dona Maria Segunda \u2014 Maria da Gl\u00f3ria? N\u00e3o sei. Ela algum motivo teve, qual n\u00e3o sei, sendo certo que ao tempo o partido da Rainha e da Carta estava em toda a sua pujan\u00e7a\u00bb. Cf. ainda Rangel de Quadros, ob. cit., p\u00e1g. 103. 5 [7] Cons. Jos\u00e9 Ferreira da Cunha e Sousa, Mem\u00f3rias cit. \u2014 ADA cit., gs. 178179 e 201202; Efem\u00e9rides Aveirenses\u2014 ADA, Vol. XXII, 1956, pg. 314. Rangel de Quadros informa que o templo foi demolido em Fevereiro de 1858 (Aveiro (Apontamentos Hist\u00f3ricos) \u2014 I \u2014 IV). [8] Dr. Francisco Ferreira Neves, Uma descri\u00e7\u00e3o cit.,\u2014ADA, VII, 1941, pg. 183. [9] Documento transcrito pelo Dr. Francisco Ferreira Neves em ADA, Vol. VII, 1941, pgs. 184190. [10] Imagem de muita devo\u00e7\u00e3o que mudaram para outra igreja (Vd. pg, 131, n. 1). [11] Curiosa a exist\u00eancia desta imagem no vetusto templo, quando sabemos que o culto a S. Jos\u00e9 se vulgarizou em Portugal apenas no segundo quartel do s\u00e9culo XVIII (P. Miguel de Oliveira, ob. cit., pg. 334). [12] Onde teve in\u00edcio a Miseric\u00f3rdia com a sua Irmandade (Marques Gomes, Mem\u00f3rias cit., pgs. 126127. [13] Marques Gomes, idem, pg. 125. [14] Rangel de Quadros, ob. cit., idem \u2014 XII, pg. 103. [15] Idem, idem, pg. 105. [16] Documento transcrito cm ADA, Vol. XXVI, 1960, pgs. 235236. [17] Di\u00e1rio do Governo, n.\u00b0 140, de 15VI1836; Fortunato de Almeida, ob. cit., pgs. 5051. [18] Duma carta de um sacerdote do concelho de Cambra, com data de 17VIII1838, enviada ao Dr. Gon\u00e7alo Ant\u00f3nio Tavares de Sousa, ent\u00e3o j\u00e1 Vig\u00e1rio Capitular de Aveiro, na ocasi\u00e3o em que muitos eclesi\u00e1sticos n\u00e3o obedeciam \u00e0s suas ordens, por o julgarem sem miss\u00e3o leg\u00edtima na Diocese (A carta encontrase num ma\u00e7o de documentos pertencente \u00e0 biblioteca do Dr. Joaquim Tavares de Matos \u2014 Cabril \u2014 Castel\u00f5es \u2014 Vale de Cambra.) [19] Vd. pgs. 153 e ss. [20] Ainda como p\u00e1roco da Gl\u00f3ria, faleceu a 4 de Mar\u00e7o de 1845; jaz no Cemit\u00e9rio Central de Aveiro (AUC \u2014 Livro de \u00d3bitos da freguesia de S. Miguel e da de Nossa Senhora da Gl\u00f3ria, que come\u00e7a a 20 de Setembro de 1787, fl. 152). [21] Rangel de Quadros, O Episcopado e o Governo de Portugal, pg. 86. [22] O assento do \u00f3bito e do funeral encontrase em AUC \u2014 Livro cit., fls. 131132. N\u00e3o concordam com este assento aut\u00eantico, feito no mesmo dia do facto, tanto Marques Gomes, O Districto cit., pg. 121, como Fortunato de Almeida ob. cit., pg. 51. [23] Marques Gomes, O Districto cit., pg. 121. [24] Ant\u00f3nio Feliciano de Castilho citado por J\u00falio de Castilho, Mem\u00f3rias de Castilho, Tomo II, Livro II, pg. 159. [25] Transcrito cm CV, n.\u00b0 325, de 10IV1937, pg. 1. [26] Ant\u00f3nio Feliciano de Castilho, idem, n. 59, pg. 159. Como \u00e9 sabido, o Padre Dr. Augusto Frederico de Castilho, irm\u00e3o de Ant\u00f3nio Feliciano de Castilho, foi p\u00e1roco colado de Castanheira do Vouga, no concelho de \u00c1gueda. Em face da carta de provis\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o da Infanta Regente D. Isabel Maria, de 9 de Agosto de 1826, D. Manuel Pacheco Resende mandou passar a carta de cola\u00e7\u00e3o, que tem a data de 18 de Setembro de 1826, a favor do referido Padre Castilho (Dr. Serafim Soares da Gra\u00e7a, Castilho da Castanheira do Vouga \u2014 ADA, 1939, Vol. V, pgs. 3344, onde o autor publica os documentos que encontrou na C\u00e2mara Eclesi\u00e1stica de Coimbra). [27] Rangel de Quadros, O Episcopado cit., pg. 87.<\/span><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lenda do nascimento do Mosteiro da Miseric\u00f3rdia na Villa de Aveiro Vivia na Villa de Aveiro hum Affonso Domingues, velho de annos, e de persegui\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, que de\u00a0longos tempos o tinh\u00e3o tolhido de p\u00e9s e m\u00e3os, e como com pregos cravado em huma cama, homem\u00a0conhecido na terra p\u00f3lo mal , que padecia, o por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":268,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/272"}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=272"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/272\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":495,"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/272\/revisions\/495"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}