“Oh nova Páscoa!”

Foi complicada e violenta a última semana da vida de Jesus, a avaliar pelas marcas profundas, que tornou os discípulos incapazes de ler os sinais da ausência do corpo sepultado. Não é, pois, de estranhar a procura do aconchego do grupo e a segurança das trancas à porta à aventura de saber o porquê do sepulcro encontrado aberto e vazio, na noite do primeiro dia da semana.
O tempo vai passando e cresce também o número dos que se encontraram já com o Ressuscitado, mas ainda há quem duvide, e outros, como os dois rapazes, a caminho de Emaús, regressam à família e à terra com a pesada bagagem da nostalgia e da desilusão.
É triste, na verdade, o caminho, sem os horizontes que só a Páscoa de Jesus nos garante! Estes rapazes provam-no bem antes de abrirem o coração às Escrituras, mas, quando, já em casa, na oração e no partir do pão, reconhecem o Ressuscitado no companheiro de viagem, tudo se ilumina e ganha horizontes. E partem imediatamente de regresso a Jerusalém. Já não há fadiga nem noite, mas apenas a ânsia de chegar depressa para partilhar a Alegria de Jesus Vivo.
Essa é a Alegria que nos cabe viver, celebrar e comunicar sempre, mas especialmente no Tempo Pascal, porque os homens e as Igrejas sem alegria são insignificantes, porque são homens e Igrejas sem Deus.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1821 (Domingo III da Páscoa – Ano A)

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