{"id":5718,"date":"2017-07-01T20:05:22","date_gmt":"2017-07-01T20:05:22","guid":{"rendered":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/?p=5718"},"modified":"2017-07-01T20:05:22","modified_gmt":"2017-07-01T20:05:22","slug":"dois-dedos-de-liturgia-27","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/?p=5718","title":{"rendered":"Dois dedos de Liturgia (27)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/banner_liturgia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5095 aligncenter\" src=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/banner_liturgia.jpg\" alt=\"banner_liturgia\" width=\"960\" height=\"450\" srcset=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/banner_liturgia.jpg 960w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/banner_liturgia-300x141.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">&#8211; Quais s\u00e3o as ins\u00edgnias episcopais?<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO Conc\u00edlio Vaticano II n\u00e3o s\u00f3 recuperou a tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica e patr\u00edstica, mas tamb\u00e9m prop\u00f4s \u00e0 liturgia da Igreja uma preocupa\u00e7\u00e3o pastoral muito importante: auxiliar o povo crist\u00e3o a compreender melhor o sentido da celebra\u00e7\u00e3o, participando de uma forma plena, activa e comunit\u00e1ria (<em>Sacrossanctum Concilium<\/em>, n.\u00ba 21). O Conc\u00edlio insistiu na import\u00e2ncia dos sinais na liturgia, vista como celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio de Cristo e da Igreja, atrav\u00e9s dos sinais sens\u00edveis (<em>SC<\/em> n.\u00ba 4), dos ritos e das ora\u00e7\u00f5es (SC n. 48). Sobretudo nestes \u00faltimos anos, foi descoberta a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o na liturgia, atrav\u00e9s dos sinais e dos gestos, denominada como linguagem \u201cn\u00e3o-verbal\u201d.<br \/>\nAos sinais sens\u00edveis, pr\u00f3prios da liturgia, pertencem tamb\u00e9m as vestes sagradas e as ins\u00edgnias. Elas manifestam a diversidade dos minist\u00e9rios pelos quais \u00e9 constitu\u00edda a Igreja, Corpo M\u00edstico de Cristo. O Bispo tem ins\u00edgnias pr\u00f3prias que o distingue de todos os outros, quando preside a uma celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica. S\u00e3o elas a mitra, o b\u00e1culo e o anel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ins\u00edgniasDAMR.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5719 aligncenter\" src=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ins\u00edgniasDAMR.jpg\" alt=\"ins\u00edgniasDAMR\" width=\"612\" height=\"655\" srcset=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ins\u00edgniasDAMR.jpg 612w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ins\u00edgniasDAMR-280x300.jpg 280w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A MITRA<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 h\u00e1 muitos s\u00e9culos que os Bispos usam <strong>a Mitra<\/strong> em alguns momentos da celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica para cobrir a cabe\u00e7a. Tem grande interesse hist\u00f3rico a mitra do beato Pio IX (1846-1878) usada em 1854 na solene proclama\u00e7\u00e3o do dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Virgem Maria. O uso da mitra \u00e9 mais antigo do que da tiara. A primeira refer\u00eancia hist\u00f3rica do uso da Mitra \u00e9 do s\u00e9culo XI com o Papa S. Le\u00e3o IX (1049-1054). Antes, os bispos n\u00e3o punham nada a cobrir a cabe\u00e7a.<br \/>\nA partir da 2\u00aa metade do s\u00e9culo XII, todos os bispos usam mitra. Quanto \u00e0 sua origem, a mitra lit\u00fargica deve ter derivado de um \u201cadorno\u201d extra-lit\u00fargico que servia para cobrir a cabe\u00e7a. Era muito usado, todos os dias, pelos imperadores e pelos altos funcion\u00e1rios da Coroa, principalmente no Oriente. Tal \u201cpe\u00e7a de vestu\u00e1rio\u201d era j\u00e1 usada pelos Papas no s\u00e9culo VIII, quando participavam em passeios a cavalo e nas cerim\u00f3nias solenes que decorriam fora do templo.<br \/>\nPela Hist\u00f3ria, sabemos que os Papas substitu\u00edram a Mitra pela Tiara (s\u00e9culo XVII com o Papa Urbano VIII) que era composta de tr\u00eas coroas que tinham o seguinte significado, expresso na f\u00f3rmula da entrega e da coroa\u00e7\u00e3o do Papa: o poder do Pai, a sabedoria do Filho, o amor do Esp\u00edrito Santo; alguns historiadores falam das tr\u00eas virtudes teologais. O Papa Paulo VI foi o \u00faltimo a usar a tiara para real\u00e7ar o \u201cservi\u00e7o\u201d a que \u00e9 chamado o sucessor de Pedro que, como Jesus Cristo, \u201cveio para servir e n\u00e3o para ser servido\u201d. Em 1964, por vontade do Papa, a tiara foi vendida e o dinheiro entregue aos pobres. Hoje, conserva-se no tesouro da Bas\u00edlica da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, em Washington.<br \/>\nCom Jo\u00e3o Paulo I (1978) foi modificado o rito da coroa\u00e7\u00e3o do Papa, usando o termo \u201cIn\u00edcio do Minist\u00e9rio do Supremo Pastor\u201d. A partir desta altura, o Bispo de Roma usa somente a mitra, ins\u00edgnia comum a todos os bispos para sublinhar a rela\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o e de unidade entre o Sucessor de Pedro e o Col\u00e9gio Episcopal.<br \/>\nA Tiara permanece ligada a uma sensibilidade unida a um per\u00edodo hist\u00f3rico espec\u00edfico e a uma cultura j\u00e1 ultrapassada. Por\u00e9m, \u00e9 um testemunho de que a Igreja, ao longo dos s\u00e9culos, soube acolher os sinais e as express\u00f5es pr\u00f3prias das diversas culturas para comunicar aos homens uma mensagem de f\u00e9. A Tiara n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um sinal de diversos momentos culturais, mas tamb\u00e9m um est\u00edmulo para se fazer a purifica\u00e7\u00e3o de alguns sinais usados no culto crist\u00e3o para que estes sejam adequados para comunicar uma mensagem de f\u00e9 ao homem contempor\u00e2neo. A Tiara era sinal de um poder papal religioso e temporal, felizmente ultrapassado.<br \/>\nA Mitra \u00e9 mais adequada para exprimir n\u00e3o o poder, mas o servi\u00e7o episcopal; expressa a actual necessidade de uma Igreja em cont\u00ednua purifica\u00e7\u00e3o das tenta\u00e7\u00f5es terrenas para brilhar no mundo unicamente como sinal do poder do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\nO ANEL<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Anel<\/strong> Episcopal \u00e9 uma das ins\u00edgnias episcopais mais importantes para compreender o minist\u00e9rio episcopal. \u00c9 entregue no rito da Ordena\u00e7\u00e3o e o Bispo deve traz\u00ea-lo sempre (Cf. Ceremonial dos Bispos, 58).<br \/>\nA origem e a hist\u00f3ria do anel est\u00e3o envolvidas num contexto antropol\u00f3gico e num contexto b\u00edblico (Cf. Est 8, 8; Gn 41, 40-42; Lc 15, 22). Segundo o relato do Bispo Optato de Milevi, \u00e9 muito prov\u00e1vel que j\u00e1 nos finais do s\u00e9culo IV, os Bispos usassem anel que lhes era entregue no rito da Ordena\u00e7\u00e3o. As primeiras refer\u00eancias hist\u00f3ricas cred\u00edveis de um rito lit\u00fargico de entrega do \u201canulus episcopalis\u201d no rito da Ordena\u00e7\u00e3o s\u00e3o da primeira metade do s\u00e9culo VII, oriundas da Espanha, nomeadamente do IV Conc\u00edlio de Toledo (633) e de Santo Isidoro de Sevilha (560-636). Dois s\u00e9culos mais tarde, no tempo do Imperador Carlos II, o Calvo (843-877) e do Papa S. Nicolau I (858-867), o uso e entrega do anel chega ao ritual franco.<br \/>\nDesde a sua origem at\u00e9 ao triste per\u00edodo medieval da investidura, o anel tinha, essencialmente, a fun\u00e7\u00e3o de selo e era feito em metal, onde se gravava o selo. \u00c9 muito prov\u00e1vel que o uso do anel nos Bispos fosse motivado, al\u00e9m das raz\u00f5es simb\u00f3licas, pela funcionalidade para os pr\u00f3prios Bispos autenticarem os seus actos (era um costume muito usado na antiguidade).<br \/>\nDurante o per\u00edodo do feudalismo episcopal, o anel perde o seu significado original e torna-se sinal do poder temporal. Com a vit\u00f3ria da Igreja sobre as investiduras, o anel, tendo perdido o seu simbolismo original, assume um novo significado, o nupcial. O anel j\u00e1 era muito usado no rito do matrim\u00f3nio. Assim, o anel episcopal exprime o mist\u00e9rio nupcial de Cristo e da Igreja. O Bispo, imitando Jesus Cristo, era considerado esposo da Igreja a ele confiada. O novo simbolismo chegou a modificar o aspecto do anel: em vez de um selo gravado em metal, \u00e9 agora colocada uma pedra preciosa.<br \/>\nA reforma lit\u00fargica do Conc\u00edlio Vaticano II conservou o significado nupcial do anel episcopal, terminando, assim, a simbologia origin\u00e1ria do selo e da autoridade-honra. Com o anel, o Bispo \u00e9 o esposo da Igreja local e \u00e9-lhe pedido que seja fiel e puro na f\u00e9 e na conduta da vida. Sem recuperar o significado de selo, depois do Conc\u00edlio, o anel abandona, na maior parte das vezes, a pedra preciosa de cor, t\u00edpica dos an\u00e9is dos nobres e dos bispos do Renascimento. Assume, agora, uma forma mais simples e mais significativa da fun\u00e7\u00e3o episcopal. Exemplo disto foram os an\u00e9is dos \u00faltimos Papas: Paulo VI, Jo\u00e3o Paulo I e Jo\u00e3o Paulo II.<br \/>\nGostaria de aqui fazer refer\u00eancia ao \u201canulus piscatoris\u201d, ou seja, ao Anel do Pescador. Ao longo dos s\u00e9culos at\u00e9 ao in\u00edcio do pontificado do Papa Bento XVI, o Anel do Pescador sofreu v\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es at\u00e9 assumir a forma de um selo no qual est\u00e1 escrito o nome do Pont\u00edficie e no centro est\u00e1 representada a imagem de S\u00e3o Pedro que na barca lan\u00e7a as redes para pescar. Como o nome diz, originariamente tratava-se do anel com o qual o Papa punha o seu selo nos documentos. A partir da 2\u00aa metade do s\u00e9culo XIX, o Anel do Pescador perde a sua forma de anel para assumir a de um simples selo. O Anel do Pescador dos Papas, apesar de j\u00e1 n\u00e3o ser utilizado e ter perdido a forma de anel, manteve-se at\u00e9 aos nossos dias como testemunho da origem simb\u00f3lica do selo que desapareceu no s\u00e9culo X com o anel episcopal.<br \/>\nDepois do Conc\u00edlio Vaticano II, o anel episcopal do Bispo de Roma, deixando a pedra preciosa de cor, assumiu uma forma mais simples, correspondendo mais \u00e0 nobre simplicidade que o Conc\u00edlio ansiava. Assim, o anel do Papa era igual ao anel dos outros bispos. Por exemplo, o Papa Jo\u00e3o Paulo II usou sempre o anel que recebeu das m\u00e3os do Papa Paulo VI no dia 26 de Junho de 1967, quando se realizou o Consist\u00f3rio no qual foi nomeado cardeal.<br \/>\nCom o in\u00edcio do minist\u00e9rio petrino do Papa Bento XVI, foi repensada a forma do anel do Papa. Surgiu o desejo de que o anel episcopal do Papa, mantendo a forma e a simplicidade actual comum aos an\u00e9is de todos os bispos, fosse dotado de algo para indicar que quem o usa \u00e9 Sucessor do Ap\u00f3stolo Pedro. Assim, o Anel do Pescador recuperou a forma de anel com a representa\u00e7\u00e3o do pescador da Galileia e com a grava\u00e7\u00e3o do nome do Papa. O Anel do Pescador \u00e9, actualmente, um dos sinais fortes que exprime o \u201cmunus\u201d espec\u00edfico do Sucessor de Pedro. O Anel do Pescador, como tamb\u00e9m o Palio, foi entregue solenemente ao novo Papa na celebra\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do Pontificado no dia 24 de Abril de 2005.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O B\u00c1CULO<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O B\u00e1culo<\/strong> \u00e9 uma ins\u00edgnia comum a todos os Bispos. Todavia, o b\u00e1culo dos Papas n\u00e3o tem a forma do b\u00e1culo episcopal, caracterizado pelo tradicional \u201cencaracolado\u201d, mas a forma de uma cruz. Hoje, \u00e0 cruz levada pelo Papa tamb\u00e9m se chama b\u00e1culo. O b\u00e1culo, como o anel, tem o seu significado dentro de um contexto tanto antropol\u00f3gico como b\u00edblico (cf. Ex 4, 17.20; Sal 23, 4), como tamb\u00e9m patr\u00edstico. Or\u00edgenes e Santo Agostinho relacionam o bast\u00e3o de Mois\u00e9s com a Cruz de Cristo.<br \/>\nA origem lit\u00fargica do b\u00e1culo n\u00e3o \u00e9 muito clara. \u00c9 prov\u00e1vel que tenha a sua origem no Oriente. Em Constantinopla, o b\u00e1culo, talvez tenha sido introduzido pelo Imperador que o entregava aos Patriarcas. Depois, torna-se uma ins\u00edgnia usada nas ordena\u00e7\u00f5es episcopais. No Ocidente, o uso do b\u00e1culo nasce nos mosteiros. Inicialmente, o b\u00e1culo fazia parte do vestu\u00e1rio do monge: era considerado como que o companheiro de viagem e sinal da cruz de Cristo. Nos s\u00e9culos VII e VIII, o b\u00e1culo foi usado pelos Abades na G\u00e1lia e nas Ilhas Brit\u00e2nicas. As primeiras refer\u00eancias hist\u00f3ricas de um rito lit\u00fargico para a entrega do b\u00e1culo ao Bispo s\u00e3o do s\u00e9culo VII, oriundas, como no caso do anel, da Espanha, nomeadamente do IV Conc\u00edlio de Toledo. Dois s\u00e9culos mais tarde, no reinado do Imperador Carlos II e do Papa S. Nicolau I, o b\u00e1culo come\u00e7a a fazer parte das ins\u00edgnias dos Bispos da G\u00e1lia. Todavia, o uso lit\u00fargico do b\u00e1culo foi mais lento. S\u00f3 com o Pontifical de Guilherme Durando, Bispo de Mende (1230-1296), \u00e9 que o b\u00e1culo passa a ser usado na maior parte das celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas presididas pelo Bispo. Em toda a Hist\u00f3ria da Igreja, o b\u00e1culo conservou sempre o seu significado primitivo: sinal de autoridade, de governo e de guia (conduta).<br \/>\nOs Papas nunca aceitaram a ins\u00edgnia do b\u00e1culo, apesar de terem aceitado o uso do anel da liturgia espanhola e gaulesa. Os Papas j\u00e1 tinham uma ins\u00edgnia pr\u00f3pria, denominada a \u201cferula\u201d. Era um pau com uma cruz no cimo que tinha tamb\u00e9m o nome de Tau. O b\u00e1culo n\u00e3o podia entrar na liturgia papal, porque j\u00e1 existia uma ins\u00edgnia an\u00e1loga pr\u00f3pria para os Papas e tamb\u00e9m porque o b\u00e1culo era o sinal de uma autoridade recebida de outros e a eles submetidos; da\u00ed, segundo alguns historiadores lit\u00fargicos, a origem da curva \u201cencaracolada\u201d. Sendo assim, o Papa nunca poderia usar o b\u00e1culo. Quanto ao significado, tanto a \u201cferula\u201d como o b\u00e1culo eram sinal de autoridade, de jurisdi\u00e7\u00e3o e de governo. Nunca se entrega o b\u00e1culo no rito do in\u00edcio do minist\u00e9rio petrino do Bispo de Roma. Como regra, a \u201cferula\u201d entregava-se ao novo Papa quando este tomava posse da Bas\u00edlica de S. Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, a Catedral do Papa e, salvo raras excep\u00e7\u00f5es, o seu uso era extra-lit\u00fargico.<br \/>\nCom o Papa Paulo VI, a tradi\u00e7\u00e3o da \u201cferula\u201d foi recuperada e incorporada no uso lit\u00fargico. A partir dessa altura, os Papas usam nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas um \u201cb\u00e1culo\u201d em forma de cruz que recorda, na sua forma art\u00edstica, a antiga \u201cferula\u201d.<br \/>\nO \u201cb\u00e1culo\u201d, usado pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II e pelo Papa Bento XVI, \u00e9 uma reprodu\u00e7\u00e3o do \u201cb\u00e1culo\u201d de Paulo VI e \u00e9 considerado, actualmente, em todo o mundo como um dos sinais caracter\u00edsticos do Papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/insignias.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5720 aligncenter\" src=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/insignias.jpg\" alt=\"insignias\" width=\"392\" height=\"320\" srcset=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/insignias.jpg 392w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/insignias-300x245.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n* continuamos a aguardar as vossas quest\u00f5es em doisdedosdeliturgia@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &#8211; Quais s\u00e3o as ins\u00edgnias episcopais? O Conc\u00edlio Vaticano II n\u00e3o s\u00f3 recuperou a tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica e patr\u00edstica, mas tamb\u00e9m prop\u00f4s \u00e0 liturgia da Igreja uma preocupa\u00e7\u00e3o pastoral muito importante: auxiliar o povo crist\u00e3o a compreender melhor o sentido da celebra\u00e7\u00e3o, participando de uma forma plena, activa e comunit\u00e1ria (Sacrossanctum Concilium, n.\u00ba 21). O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5095,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[1,4,2,6,19],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5718"}],"collection":[{"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5718"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5718\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10003,"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5718\/revisions\/10003"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5095"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}