{"id":11865,"date":"2023-08-05T15:14:49","date_gmt":"2023-08-05T15:14:49","guid":{"rendered":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/?p=11865"},"modified":"2023-08-12T16:37:15","modified_gmt":"2023-08-12T16:37:15","slug":"jornada-mundial-da-juventude-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/?p=11865","title":{"rendered":"Jornada Mundial da Juventude"},"content":{"rendered":"\n<h2>Lisboa, 1-6 de Agosto de 2023<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11866\" srcset=\"http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23-1024x1024.jpg 1024w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23-300x300.jpg 300w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23-150x150.jpg 150w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23-768x768.jpg 768w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23-185x185.jpg 185w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23-184x184.jpg 184w, http:\/\/paroquiagloria.org\/v2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/papa_JMJ23.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color\">O que nos tem dito o Papa:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230802-portogallo-autorita.html\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230802-portogallo-autorita.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ENCONTRO COM AS AUTORIDADES, COM A SOCIEDADE CIVIL E COM O CORPO DIPLOM\u00c1TICO<\/a>&nbsp;<\/strong><br><em>Centro Cultural de Bel\u00e9m, Lisboa<br>Quarta-feira, 2 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas Lisboa, abra\u00e7ada pelo oceano, oferece-nos motivos para esperar; \u00e9 cidade da esperan\u00e7a. H\u00e1 uma mar\u00e9 de jovens que se espraia sobre esta cidade acolhedora. Quero agradecer o grande trabalho e generoso empenho empreendidos por Portugal para acolher um evento t\u00e3o complexo de gerir, mas fecundo de esperan\u00e7a, pois \u2013 como se diz por aqui \u2013 \u00abao lado dos jovens, n\u00e3o se envelhece\u00bb. Jovens provenientes de todo o mundo que cultivam anseios de unidade, paz e fraternidade, jovens que sonham desafiam-nos a realizar os seus sonhos bons. N\u00e3o andam pelas ruas a gritar sua raiva, mas a partilhar a esperan\u00e7a do Evangelho, a esperan\u00e7a da vida. E se, em muitos lugares, se respira hoje um clima de protesto e insatisfa\u00e7\u00e3o, terreno f\u00e9rtil para populismos e conspira\u00e7\u00f5es, a Jornada Mundial da Juventude \u00e9 ocasi\u00e3o para&nbsp;<em>construir juntos<\/em>. Reaviva o desejo de criar coisas novas, fazer-se ao largo e navegar juntos rumo ao futuro. V\u00eam \u00e0 mente algumas palavras ousadas de Fernando Pessoa: \u00abNavegar \u00e9 preciso; viver n\u00e3o \u00e9 preciso (&#8230;); o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 criar\u00bb (<em>Navegar \u00e9 preciso<\/em>). Trabalhemos, pois, com criatividade para construirmos juntos! Imagino&nbsp;<em>tr\u00eas estaleiros de constru\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a<\/em>&nbsp;onde podemos trabalhar todos unidos: o ambiente, o futuro, a fraternidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O ambiente<\/em>.<\/strong> Portugal partilha com a Europa muitos esfor\u00e7os exemplares na defesa da cria\u00e7\u00e3o. Mas o problema global continua extremamente grave: os oceanos aquecem e, das suas profundezas, sobe \u00e0 superf\u00edcie a torpeza com que polu\u00edmos a nossa casa comum. Estamos a transformar as grandes reservas de vida em lixeiras de pl\u00e1stico. O oceano lembra-nos que a exist\u00eancia humana \u00e9 chamada a viver de harmonia com um ambiente maior do que n\u00f3s; este deve ser guardado; deve ser guardado com cuidado, tendo em conta as gera\u00e7\u00f5es mais novas. Como podemos dizer que acreditamos nos jovens, se n\u00e3o lhes dermos um espa\u00e7o sadio para construir o seu futuro?<\/p>\n\n\n\n<p><em>O<strong> futuro<\/strong><\/em>&nbsp;\u00e9 o segundo estaleiro de obras. E o futuro s\u00e3o os jovens. Mas muitos fatores os desanimam, como a falta de trabalho, os ritmos fren\u00e9ticos em que se veem imersos, o aumento do custo de vida, a dificuldade de encontrar uma casa e, ainda mais preocupante, o medo de constituir fam\u00edlia e trazer filhos ao mundo. Na Europa e em geral no Ocidente, assiste-se a uma fase descendente na curva demogr\u00e1fica: o progresso parece ser uma quest\u00e3o que diz respeito ao desenvolvimento t\u00e9cnico e ao conforto dos indiv\u00edduos, enquanto o futuro pede para se contrariar a queda da natalidade e o decl\u00ednio da vontade de viver. A boa pol\u00edtica pode fazer muito neste sentido; pode gerar esperan\u00e7a. Com efeito, n\u00e3o \u00e9 chamada a conservar o poder, mas a dar \u00e0s pessoas a possibilidade de esperar. \u00c9 chamada, hoje mais do que nunca, a corrigir os desequil\u00edbrios econ\u00f3micos dum mercado que produz riquezas mas n\u00e3o as distribui, empobrecendo de recursos e de certezas os \u00e2nimos. \u00c9 chamada a voltar a descobrir-se como geradora de vida e de cuidado da cria\u00e7\u00e3o, a investir com clarivid\u00eancia no futuro, nas fam\u00edlias e nos filhos, a promover alian\u00e7as intergeracionais, onde n\u00e3o se apague o passado mas se favore\u00e7am os la\u00e7os entre jovens e idosos. \u00c9 preciso retomar o di\u00e1logo ente jovens e idosos. A isto mesmo faz apelo o sentimento da&nbsp;<em>saudade<\/em>&nbsp;portuguesa, que exprime nostalgia, desejo dum bem ausente, que s\u00f3 renasce em contacto com as pr\u00f3prias ra\u00edzes. Os jovens devem encontrar as suas pr\u00f3prias ra\u00edzes nos idosos. Neste sentido, \u00e9 importante a educa\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o pode limitar-se a fornecer no\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para se progredir economicamente, mas destina-se a introduzir numa hist\u00f3ria, transmitir uma tradi\u00e7\u00e3o, valorizar a necessidade religiosa do homem e favorecer a amizade social.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo estaleiro de esperan\u00e7a \u00e9 o da<em>&nbsp;<strong>fraternidade<\/strong><\/em>, que n\u00f3s, crist\u00e3os, aprendemos do Senhor Jesus Cristo. Em muitas partes de Portugal, est\u00e1 ainda muito vivo o sentido de vizinhan\u00e7a e solidariedade. Contudo, no contexto geral duma globaliza\u00e7\u00e3o que nos aproxima mas n\u00e3o nos d\u00e1 uma proximidade fraterna, somos todos chamados a cultivar o sentido da comunidade, come\u00e7ando por ir ter com quem vive ao nosso lado. Com efeito, como observou Saramago, \u00abo que d\u00e1 verdadeiro sentido ao encontro \u00e9 a busca; e \u00e9 preciso andar muito, para se alcan\u00e7ar o que est\u00e1 perto\u00bb (<em>Todos os nomes<\/em>, 1997). Como \u00e9 bom voltar a descobrir-nos irm\u00e3os e irm\u00e3s, trabalhar pelo bem comum, deixando para tr\u00e1s contrastes e diferen\u00e7as de perspetiva! Tamb\u00e9m aqui servem de exemplo os jovens que nos levam, com o seu grito de paz e \u00e2nsia de vida, a derrubar as r\u00edgidas divis\u00f3rias de perten\u00e7a erguidas em nome de opini\u00f5es e cren\u00e7as diversas. Soube de muitos jovens que cultivam, aqui, o desejo de se fazerem pr\u00f3ximo dos outros; penso na iniciativa \u00abMiss\u00e3o Pa\u00eds\u00bb, que leva milhares de jovens a viver no esp\u00edrito do Evangelho experi\u00eancias de solidariedade mission\u00e1ria em zonas perif\u00e9ricas, sobretudo nas aldeias do interior, indo ao encontro de muitos idosos sozinhos, e isto \u00e9 uma \u201cun\u00e7\u00e3o\u201d para a juventude. Quero agradecer e encorajar a tantos que na sociedade portuguesa se preocupam com os outros, nomeadamente a Igreja, e que fazem tanto bem mesmo longe dos holofotes.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\">V\u00c9SPERAS COM OS BISPOS, OS SACERDOTES, OS DI\u00c1CONOS,<br>OS CONSAGRADOS, AS CONSAGRADAS, OS SEMINARISTAS E OS AGENTES DA PASTORAL<\/a><\/strong><br><em>Mosteiro dos Jer\u00f4nimos, Lisboa<br>Quarta-feira, 2 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes podemos sentir um cansa\u00e7o semelhante no nosso caminho eclesial. Cansa\u00e7o. Algu\u00e9m dizia: \u00abtemo o cansa\u00e7o dos bons\u00bb. Cansa\u00e7o sentido quando nos parece que nada mais temos nas m\u00e3os al\u00e9m das redes vazias. Trata-se dum sentimento bastante difundido nos pa\u00edses de antiga tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, atravessados por muitas mudan\u00e7as sociais e culturais e cada vez mais marcados pelo secularismo, pela indiferen\u00e7a para com Deus, por um progressivo afastamento da pr\u00e1tica da f\u00e9. O perigo aqui \u00e9 que entre o mundanismo. Ali\u00e1s isto v\u00ea-se, com frequ\u00eancia, acentuado pela desilus\u00e3o ou a avers\u00e3o que alguns nutrem face \u00e0 Igreja, devido \u00e0s vezes ao nosso mau testemunho e aos esc\u00e2ndalos que desfiguraram o seu rosto e que nos chamam a uma purifica\u00e7\u00e3o humilde, constante, partindo do grito de sofrimento das v\u00edtimas que sempre se devem acolher e escutar. O risco, por\u00e9m, quando nos sentimos desanimados (cada um de v\u00f3s pense em que momento sentiu o des\u00e2nimo), o risco&nbsp;<em>\u00e9 descer do barco<\/em>, acabando presos nas redes da resigna\u00e7\u00e3o e do pessimismo. Ao contr\u00e1rio, confiemos que Jesus continua a tomar pela m\u00e3o e a levantar a sua Esposa amada. Levemos ao Senhor as nossas canseiras e as nossas l\u00e1grimas, para poder enfrentar as situa\u00e7\u00f5es pastorais e espirituais, dialogando entre n\u00f3s com abertura de cora\u00e7\u00e3o para experimentar novos caminhos a seguir. Quando estamos desanimados, mais ou menos conscientemente \u00abaposentamo-nos\u00bb, \u00abaposentamo-nos\u00bb do zelo apost\u00f3lico, perdemo-lo pouco a pouco e tornamo-nos \u00abfuncion\u00e1rios do sagrado\u00bb. \u00c9 muito triste quando uma pessoa que consagrou a sua vida a Deus se torna \u00abfuncion\u00e1rio\u00bb, mero administrador das coisas. \u00c9 muito triste.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230803-portogallo-universitari.html\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230803-portogallo-universitari.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ENCONTRO COM OS JOVENS UNIVERSIT\u00c1RI<\/a>OS<\/strong><br><em>Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, Lisboa<br>Quinta-feira, 3 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Obrigado, Tom\u00e1s, por nos teres dito que \u00abn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel uma verdadeira ecologia integral sem Deus, que n\u00e3o pode haver futuro num mundo sem Deus\u00bb. Tamb\u00e9m eu gostaria de vos dizer: tornai cred\u00edvel a f\u00e9 atrav\u00e9s das decis\u00f5es. Porque se a f\u00e9 n\u00e3o gera estilos de vida convincentes, n\u00e3o faz levedar a massa do mundo. N\u00e3o basta que um crist\u00e3o esteja convencido, deve ser convincente; as nossas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o chamadas a refletir a beleza jubilosa e simultaneamente radical do Evangelho. Al\u00e9m disso, o cristianismo n\u00e3o pode ser habitado como uma fortaleza cercada de muros, que ergue baluartes contra o mundo. Por isso, achei tocante o testemunho de Beatriz, quando disse que \u00e9 precisamente \u00aba partir do campo da cultura\u00bb que se sente chamada a viver as Bem-aventuran\u00e7as. Em cada \u00e9poca, uma das tarefas mais importantes para os crist\u00e3os \u00e9 a de recuperar o sentido da encarna\u00e7\u00e3o. Sem a encarna\u00e7\u00e3o, o cristianismo torna-se uma ideologia e a tenta\u00e7\u00e3o das \u00abideologias\u00bb crist\u00e3s (entre aspas), \u00e9 muito atual; \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o que permite maravilhar-se com a beleza que Cristo revela atrav\u00e9s de cada irm\u00e3o e irm\u00e3, cada homem e mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, \u00e9 interessante que, na vossa nova c\u00e1tedra dedicada \u00e0 \u00abEconomia de Francisco\u00bb, tenhais acrescentado a figura de Clara. De facto, \u00e9 indispens\u00e1vel o contributo feminino. No inconsciente coletivo, quantas vezes se pensa que as mulheres s\u00e3o de segunda categoria, s\u00e3o reservas, n\u00e3o jogam como titulares. Isto existe no inconsciente coletivo. Mas a contribui\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 indispens\u00e1vel. Ali\u00e1s v\u00ea-se, na B\u00edblia, como a economia familiar est\u00e1 em grande parte na m\u00e3o da mulher. \u00c9 ela a verdadeira \u00abgovernante\u00bb da casa, com uma sabedoria que n\u00e3o visa exclusivamente o lucro, mas o cuidado, a conviv\u00eancia, o bem-estar f\u00edsico e espiritual de todos, bem como a partilha com os pobres e os estrangeiros. E abordar os estudos econ\u00f3micos com esta perspetiva \u00e9 entusiasmante, tendo em vista devolver \u00e0 economia a dignidade que lhe compete, para que n\u00e3o caia como presa do mercado selvagem e da especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa do&nbsp;<em>Pacto Educativo Global&nbsp;<\/em>e os sete princ\u00edpios da sua arquitetura incluem muitos desses temas, desde o cuidado da casa comum \u00e0 plena participa\u00e7\u00e3o das mulheres, \u00e0 necessidade de encontrar novas formas de entender a economia, a pol\u00edtica, o crescimento e o progresso. Convido-vos a estudar o&nbsp;<em>Pacto Educativo Global<\/em>, a apaixonar-vos por ele. Um dos pontos que trata \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o para o acolhimento e a inclus\u00e3o. E n\u00e3o podemos fingir que n\u00e3o ouvimos as palavras de Jesus no cap\u00edtulo 25 de Mateus: \u00abera estrangeiro e recolhestes-me\u00bb (25, 35). Acompanhei emocionado o testemunho de Mahoor, quando lembrou o que significa viver com o \u00absentimento constante de aus\u00eancia de um lar, da fam\u00edlia, dos amigos, (&#8230;) de ter ficado sem teto, sem universidade, sem dinheiro, (&#8230;) cansada, exausta e abatida pela dor e pelas perdas\u00bb. Disse-nos que reencontrou a esperan\u00e7a porque algu\u00e9m acreditou no impacto transformador da cultura do encontro. Sempre que algu\u00e9m pratica um gesto de hospitalidade, desencadeia uma transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\">CERIM\u00d4NIA DE ACOLHIMENTO<\/a><\/strong><br><em>Parque Eduardo VII, Lisboa<br>Quinta-feira, 3 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 por isso que n\u00f3s, sua Igreja, somos&nbsp;<em>a comunidade dos que s\u00e3o chamados<\/em>; n\u00e3o somos a comunidade dos melhores, n\u00e3o! Somos todos pecadores, mas somos chamados assim como somos. Pensemos um pouco nisto, em nosso cora\u00e7\u00e3o: somos chamados como somos, com os problemas que temos, com as limita\u00e7\u00f5es que temos, com a nossa alegria transbordante, com a nossa vontade de sermos melhores, com a nossa vontade de vencer. Somos chamados como somos. Pensai nisto: Jesus chama-me como eu sou, n\u00e3o como eu gostaria de ser. Somos comunidade de irm\u00e3os e irm\u00e3s de Jesus, filhos e filhas do mesmo Pai.<\/p>\n\n\n\n<p>Amigos, quero ser claro convosco, que sois al\u00e9rgicos \u00e0 falsidade e \u00e0s palavras vazias: na Igreja h\u00e1 espa\u00e7o para todos. Para todos. Na Igreja, ningu\u00e9m \u00e9 de sobra. Nenhum est\u00e1 a mais. H\u00e1 espa\u00e7o para todos. Assim como somos. Todos. Jesus di-lo claramente. Quando manda os ap\u00f3stolos chamar para o banquete daquele senhor que o preparara, diz: \u00abIde e trazei todos\u00bb, jovens e idosos, s\u00e3os, doentes, justos e pecadores. Todos, todos, todos! Na Igreja, h\u00e1 lugar para todos. \u00abPadre, mas para mim que sou um desgra\u00e7ado, que sou uma desgra\u00e7ada, tamb\u00e9m h\u00e1 lugar?\u00bb H\u00e1 espa\u00e7o para todos! Todos juntos\u2026 Pe\u00e7o a cada um que, na pr\u00f3pria l\u00edngua, repita comigo: \u00abTodos, todos, todos\u00bb. N\u00e3o se ouve; outra vez! \u00abTodos, todos, todos\u00bb. E esta \u00e9 a Igreja, a M\u00e3e de todos. H\u00e1 lugar para todos. O Senhor n\u00e3o aponta o dedo, mas abre os bra\u00e7os. \u00c9 curioso! O Senhor n\u00e3o sabe fazer isto [<em>aponta com o dedo em riste<\/em>], mas isto sim [<em>faz o gesto de abra\u00e7ar<\/em>]. Abra\u00e7a a todos. No-lo mostra Jesus na cruz, onde abriu completamente os bra\u00e7os para ser crucificado e morrer por n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230804-portogallo-centri-assistenza.html\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230804-portogallo-centri-assistenza.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ENCONTRO COM OS REPRESENTANTES DE ALGUNS CENTROS DE ASSIST\u00caNCIA E DE CARIDADE&nbsp;<\/a><\/strong><br><em>Centro Paroquial de Serafina, Lisboa<br>Sexta-feira, 4 de agosto 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Quero deter-me apenas em algo que n\u00e3o est\u00e1 escrito, mas est\u00e1 no esp\u00edrito do encontro: a&nbsp;<em>concretiza\u00e7\u00e3o<\/em>. N\u00e3o existe amor abstrato; n\u00e3o existe! O amor plat\u00f3nico vive em \u00f3rbita, n\u00e3o est\u00e1 na realidade. Real \u00e9 o amor concreto, aquele em que se sujam as m\u00e3os. Cada um de n\u00f3s pode perguntar-se: o amor que sinto por todos aqueles que est\u00e3o aqui, o amor que sinto pelos outros, \u00e9 concreto ou abstrato? Depois de estenderes a m\u00e3o a uma pessoa necessitada, a um doente, a um marginalizado\u2026 fazes logo assim [<em>esfrega a m\u00e3o na roupa<\/em>] para n\u00e3o te contagiar? Enoja-me a pobreza, a pobreza dos outros? Procuro sempre a vida \u00abdestilada\u00bb, a vida que existe na minha fantasia, n\u00e3o na realidade? Quantas vidas destiladas, in\u00fateis que passam sem deixar uma marca, porque tais vidas n\u00e3o t\u00eam peso!<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui temos uma realidade que deixa uma marca, uma realidade de muitos anos, tantos anos, que vai deixando uma marca que serve de inspira\u00e7\u00e3o para os outros. N\u00e3o poderia haver uma Jornada Mundial da Juventude sem ter em conta esta realidade. Porque tamb\u00e9m isto \u00e9 juventude, no sentido de que v\u00f3s gerais continuamente vida nova. Com a vossa conduta, o vosso empenho, as vossas m\u00e3os sujas por tocarem a realidade da mis\u00e9ria dos outros, estais a gerar inspira\u00e7\u00e3o, estais a gerar vida. Obrigado por isso! Agrade\u00e7o-vos de todo o cora\u00e7\u00e3o. Continuai para diante e n\u00e3o desanimeis! E se desanimardes, bebei um copo de \u00e1gua e segui para a frente!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\">VIA-SACRA COM OS JOVENS<\/a><\/strong><br><em>Parque Eduardo VII, Lisboa<br>Sexta-feira, 4 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, caminhareis com Jesus. Jesus \u00e9 o Caminho e n\u00f3s caminharemos com Ele, porque Ele caminha. Quando estava entre n\u00f3s, Jesus caminhou: caminhou, curando os doentes, prestando assist\u00eancia aos pobres, fazendo justi\u00e7a; caminhou pregando, ensinando-nos. Jesus caminha, mas o caminho que temos mais gravado no nosso cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho do Calv\u00e1rio, o caminho da Cruz. E hoje v\u00f3s, n\u00f3s (eu tamb\u00e9m), rezando, seguiremos novamente o caminho da Cruz. Contemplaremos Jesus que passa e caminharemos com Ele. O caminho de Jesus \u00e9 Deus que sai de Si mesmo; sai de Si mesmo para caminhar entre n\u00f3s. \u00c9 aquilo que ouvimos tantas vezes na Missa: \u00abO Verbo fez-Se carne e caminhou entre n\u00f3s\u00bb. Lembrais-vos? O Verbo fez-Se homem e caminhou entre n\u00f3s. E f\u00e1-lo por amor; faz isso por amor. E a Cruz que acompanha cada Jornada Mundial da Juventude \u00e9 o \u00edcone, \u00e9 a figura deste caminho. A Cruz \u00e9 o sentido maior do maior amor, daquele amor com que Jesus quer abra\u00e7ar a nossa vida. A nossa? Sim! A tua vida, a daquele, a daqueloutro, a de cada um de n\u00f3s. Jesus caminha por mim. Temos de o dizer a todos. Jesus empreende este caminho por mim, para dar a sua vida por mim. E ningu\u00e9m tem maior amor de quem d\u00e1 vida pelos seus amigos, daquele que d\u00e1 a vida pelos outros. N\u00e3o vos esque\u00e7ais disto: ningu\u00e9m tem maior amor de quem d\u00e1 a vida. Assim o ensinou Jesus. Por isso, quando contemplamos o Crucificado, naquela condi\u00e7\u00e3o t\u00e3o dolorosa, t\u00e3o dura, vemos a beleza do Amor que d\u00e1 a sua vida por cada um de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">RECITA\u00c7\u00c3O DO TER\u00c7O COM OS JOVENS DOENTE<\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\">S<\/a><\/strong><br><em>Capela das Apari\u00e7\u00f5es do Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de F\u00e1tima\u00a0<br>S\u00e1bado, 5 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Amigos, Jesus ama-nos at\u00e9 ao ponto de Se identificar connosco e pede-nos para colaborar com Ele. E Maria indica-nos isto mesmo que Jesus nos pede: caminhar na vida colaborando com Ele. Gostaria que hoje olh\u00e1ssemos para a imagem de Maria, e cada um se interrogasse: Que me diz Maria como M\u00e3e? O que \u00e9 que me est\u00e1 a indicar? Indica-nos Jesus; \u00e0s vezes indica tamb\u00e9m alguma coisinha no cora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o regula bem, mas sempre indica. \u00abM\u00e3e, o que \u00e9 que me est\u00e1s a indicar?\u00bb Fa\u00e7amos um breve momento de sil\u00eancio e cada um diga em seu cora\u00e7\u00e3o: \u00abM\u00e3e, o que \u00e9 que me est\u00e1s a indicar? O que h\u00e1 na minha vida que Te preocupa? O que h\u00e1 na minha vida que Te entristece? O que h\u00e1 na minha vida que Te chama a aten\u00e7\u00e3o? Indica-mo!\u00bb E Ela indica o cora\u00e7\u00e3o, para que Jesus venha at\u00e9 ele. E assim como nos indica Jesus, a Jesus indica o cora\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">VIG\u00cdLIA COM OS JOVENS<\/a><\/strong><br><em>Parque do Tejo, Lisboa<br>S\u00e1bado, 5 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Pensai numa pessoa que caia na vida, tenha um fracasso, cometa erros mesmo graves, s\u00e9rios: achais que a sua vida acabou? N\u00e3o! O que \u00e9 preciso fazer? Levantar-se! Como recorda\u00e7\u00e3o, quero deixar-vos o caso dos alpinistas, que gostam de escalar as montanhas; eles t\u00eam uma can\u00e7\u00e3o linda, onde se diz: \u00abNa arte de subir a montanha, o que conta n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o cair, mas n\u00e3o ficar ca\u00eddo\u00bb. Est\u00e1 certo!<\/p>\n\n\n\n<p>Quem fica ca\u00eddo, a sua vida j\u00e1 \u00abpassou \u00e0 reforma\u00bb, est\u00e1 encerrada! Fechou-se \u00e0 esperan\u00e7a, fechou-se aos anseios, fica por terra. E quando virmos algu\u00e9m, um amigo nosso, que caiu, que devemos fazer?\u00a0<em>Levant\u00e1-lo<\/em>. Reparai, quando algu\u00e9m tem de levantar ou ajudar uma pessoa a levantar-se, que gesto faz? Olha-a de cima para baixo. Trata-se da \u00fanica ocasi\u00e3o, do \u00fanico momento em que \u00e9 l\u00edcito olhar uma pessoa de cima para baixo: quando queremos ajud\u00e1-la a levantar-se. Quantas vezes vemos pessoas que nos olham sobranceiras, por cima do ombro, de cima para baixo! \u00c9 triste. O \u00fanico modo, a \u00fanica situa\u00e7\u00e3o em que \u00e9 l\u00edcito olhar de cima para baixo uma pessoa \u00e9 (dizei-o v\u00f3s&#8230; forte!) para a ajudar a levantar-se.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230806-portogallo-volontari-gmg.html\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230806-portogallo-volontari-gmg.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ENCONTRO COM OS VOLUNT\u00c1RIOS DA JMJ<\/a><\/strong><br><em>Passeio mar\u00edtimo de Alg\u00e9s\u00a0<br>Domingo, 6 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Amigos, para terminar quero deixar-vos uma imagem. Como sabem muitos de v\u00f3s, existe a norte de Lisboa uma localidade \u2013 Nazar\u00e9 \u2013 onde se podem admirar ondas que chegam aos trinta metros de altura tornando-se uma atra\u00e7\u00e3o mundial, especialmente para os surfistas que as cavalgam. Nestes dias, tamb\u00e9m v\u00f3s enfrentastes uma verdadeira onda, n\u00e3o de \u00e1gua, mas de jovens, jovens como v\u00f3s, que aflu\u00edram a esta cidade. Mas, com a ajuda de Deus, com tanta generosidade e apoiando-vos mutuamente, conseguistes cavalgar esta grande onda. Cavalgastes esta grande onda: sois mesmo corajosos! Obrigado! Quero dizer-vos: continuai assim, continuai a cavalgar as ondas do amor, as ondas da caridade, sede&nbsp;<em>surfistas do amor<\/em>! E esta \u00e9 a tarefa que vos confio neste momento: que o servi\u00e7o prestado por v\u00f3s nesta Jornada Mundial da Juventude seja a primeira de tantas ondas de bem; cada vez sereis levados mais alto, mais perto de Deus, e isto permitir-vos-\u00e1 ver duma perspetiva melhor o vosso caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>De novo obrigado a todos. Bom caminho! E, por favor, continuai a rezar por mim! Obrigado!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\">S<\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ANTA MISSA PARA A JORNADA MUNDIAL DA <\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/news_services\/liturgy\/libretti\/2023\/20230802-06-messale-portogallo.pdf\">JUVENTUDE<\/a><\/strong><br><em>Parque do Tejo em Lisboa<br>Domingo, 6 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abSenhor, \u00e9 bom estarmos aqui!\u00bb (<em>Mt<\/em>\u00a017, 4). Estas palavras que o ap\u00f3stolo Pedro disse a Jesus no monte da Transfigura\u00e7\u00e3o, queremos faz\u00ea-las tamb\u00e9m nossas depois destes dias intensos. \u00c9 bom tudo o que estamos a experimentar com Jesus, aquilo que vivemos juntos, e \u00e9 bom como rez\u00e1mos, com tanta alegria do cora\u00e7\u00e3o. Mas perguntamo-nos: Que levamos connosco ao regressar \u00e0 vida quotidiana?<\/p>\n\n\n\n<p>Quero responder a esta pergunta com tr\u00eas verbos:\u00a0<em>resplandecer<\/em>,\u00a0<em>ouvir<\/em>,\u00a0<em>n\u00e3o temer<\/em>, seguindo o Evangelho que ouvimos. Que levamos connosco? Respondo com tr\u00eas palavras:\u00a0<em>resplandecer, ouvir e n\u00e3o temer<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Queridos jovens, gostaria de poder fixar cada um de v\u00f3s nos olhos e dizer: N\u00e3o temas, n\u00e3o tenhas medo! Mais, tenho uma coisa bel\u00edssima para vos dizer: j\u00e1 n\u00e3o sou eu, mas \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus que vos fixa agora. Ele que vos conhece, conhece o cora\u00e7\u00e3o de cada um de v\u00f3s, conhece a vida de cada um de v\u00f3s, conhece as alegrias, conhece as tristezas, os sucessos e os fracassos, conhece o vosso cora\u00e7\u00e3o. E hoje aqui em Lisboa, nesta Jornada Mundial da Juventude, Ele diz-vos: \u00abN\u00e3o temais, n\u00e3o temais! Coragem, n\u00e3o tenhais medo!\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230806-portogallo-voloritorno.html\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2023\/august\/documents\/20230806-portogallo-voloritorno.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COLETIVA DE IMPRENSA DO SANTO PADRE DURANTE O VOO DE REGRESSO DE LISBOA<\/a><\/strong><br><em>Domingo, 6 de agosto de 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Eu, rezar, rezei. Orei a Nossa Senhora e rezei pela paz. N\u00e3o fiz constar, mas eu rezei. E devemos repetir continuamente esta ora\u00e7\u00e3o pela paz. Maria pedira isto, na I Guerra Mundial. E desta vez supliquei-o a Nossa Senhora. E rezei, sem fazer publicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto digo-vos: de qualquer modo ajudai, ajudai para que todos os tipos de abuso possam ser resolvidos: o abuso sexual, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Existem ainda outros tipos de abuso que bradam ao c\u00e9u: o abuso do trabalho infantil, o abuso do trabalho com crian\u00e7as; o abuso das mulheres. Ainda hoje, em muitos pa\u00edses, se recorre \u00e0 opera\u00e7\u00e3o cir\u00fargica nas meninas para a excis\u00e3o do clit\u00f3ris; mas faz-se tamb\u00e9m com uma simples navalha de barba\u2026 Uma crueldade! E temos o abuso do trabalho. Ou seja, para al\u00e9m do abuso sexual, que \u00e9 grave, existe tudo isto: \u00e9 uma cultura do abuso que a humanidade deve rever e da qual tem de se converter.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um problema que me preocupa: \u00e9 o problema do Mediterr\u00e2neo. Por isso vou \u00e0 Fran\u00e7a. \u00c9 criminosa aquela explora\u00e7\u00e3o dos migrantes. Aqui na Europa, n\u00e3o \u2013 por sermos talvez mais cultos \u2013, mas nos campos de concentra\u00e7\u00e3o do norte da \u00c1frica\u2026 Recomendo-vos uma leitura: existe um livrito, pequeno, escrito por um migrante, que, para chegar da Guin\u00e9 \u00e0 Espanha, penso que gastou tr\u00eas anos, porque foi capturado, torturado, escravizado. A condi\u00e7\u00e3o dos migrantes, naqueles campos de concentra\u00e7\u00e3o do norte da \u00c1frica, \u00e9 terr\u00edvel. Ainda na semana passada, a associa\u00e7\u00e3o mediterr\u00e2nica\u00a0<em>Saving Humans<\/em>\u00a0estava a trabalhar para resgatar os migrantes que estavam no deserto entre a Tun\u00edsia e a L\u00edbia, porque tinham-nos abandonado l\u00e1 a morrer. O tal livro chama-se\u00a0<em>Hermanito<\/em>\u00a0(em italiano, tem como subt\u00edtulo \u00abFratellino\u00bb) e l\u00ea-se em duas horas. Vale a pena! Lede-o, e vereis o drama dos migrantes antes de embarcar&#8230; Os bispos do Mediterr\u00e2neo far\u00e3o este encontro, inclusive com alguns pol\u00edticos, para refletir seriamente sobre o drama dos migrantes. O Mediterr\u00e2neo \u00e9 um cemit\u00e9rio, mas n\u00e3o \u00e9 o maior; o maior cemit\u00e9rio \u00e9 o norte da \u00c1frica. Aquilo \u00e9 terr\u00edvel&#8230; lede-o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um encontra Deus pela pr\u00f3pria estrada, dentro da Igreja; e a Igreja \u00e9 m\u00e3e e guia cada um pela sua estrada. Por isso n\u00e3o gosto de dizer: venham todos, mas tu faz isto, tu faz aquilo&#8230; Venham todos e depois cada qual, na ora\u00e7\u00e3o, em conversa \u00edntima com Deus, no di\u00e1logo pastoral com os agentes de pastoral, procura o modo de avan\u00e7ar. Por isso, n\u00e3o \u00e9 justo fazer a pergunta \u00abpor que n\u00e3o os homossexuais?\u00bb. S\u00e3o todos. O Senhor \u00e9 claro: doentes e s\u00e3os, idosos e jovens, feios e bonitos, bons e maus&#8230; Parece haver uma vis\u00e3o que n\u00e3o compreende este an\u00fancio da Igreja como\u00a0<em>m\u00e3e<\/em>\u00a0e concebe-a como uma esp\u00e9cie de \u00abempresa\u00bb, onde tu, para entrar, tens de fazer isto, proceder desta forma e n\u00e3o doutra&#8230; Caso diverso \u00e9 a ministerialidade na Igreja, que \u00e9 o modo de conduzir o rebanho, e uma das coisas importantes na ministerialidade \u00e9 acompanhar as pessoas passo a passo no seu caminho de amadurecimento. Cada um de n\u00f3s tem esta experi\u00eancia: a Igreja m\u00e3e acompanhou-nos e acompanha-nos no pr\u00f3prio caminho de amadurecimento. N\u00e3o gosto da redu\u00e7\u00e3o: n\u00e3o \u00e9 eclesial, isso \u00e9 gn\u00f3stico; \u00e9 como uma heresia gn\u00f3stica, que est\u00e1 hoje um pouco na moda, um certo gnosticismo que reduz a realidade eclesial a ideias, e isto n\u00e3o ajuda. A Igreja \u00e9 m\u00e3e, acolhe todos, e cada um percorre a sua estrada dentro da Igreja, sem fazer publicidade, e isto \u00e9 muito importante.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>E os jovens s\u00e3o uma surpresa. Os jovens s\u00e3o jovens, fazem brincadeiras \u2013 a vida \u00e9 assim! \u2013, mas procuram olhar para a frente&#8230; eles s\u00e3o o futuro. A quest\u00e3o \u00e9 acompanh\u00e1-los, o problema \u00e9\u00a0<em>saber<\/em>\u00a0acompanh\u00e1-los, e fazer com que n\u00e3o se separem das ra\u00edzes. Por isso insisto tanto no di\u00e1logo entre idosos e jovens, av\u00f3s com netos. Este di\u00e1logo \u00e9 importante, ainda mais importante que o di\u00e1logo entre pais e filhos. Com os av\u00f3s, devem-no fazer, porque l\u00e1 agarram as ra\u00edzes. Depois os jovens s\u00e3o religiosos; procuram uma f\u00e9 n\u00e3o invasiva, uma f\u00e9 n\u00e3o artificial, nem legalista, mas um encontro com Jesus Cristo. E isto n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. \u00c9 uma experi\u00eancia&#8230;\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 1-6 de Agosto de 2023 O que nos tem dito o Papa: ENCONTRO COM AS AUTORIDADES, COM A SOCIEDADE CIVIL E COM O CORPO DIPLOM\u00c1TICO&nbsp;Centro Cultural de Bel\u00e9m, LisboaQuarta-feira, 2 de agosto de 2023 &#8220;Mas Lisboa, abra\u00e7ada pelo oceano, oferece-nos motivos para esperar; \u00e9 cidade da esperan\u00e7a. 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