A intolerância é generalizada e a crispação também. O diálogo dá a vez ao insulto. As pessoas parecem andar todas de nervos à flor da pele!
É neste ambiente que a Igreja no 4º domingo da Quaresma nos fala em reconciliação e alegria. Não é com certeza porque as coisas da economia e das finanças estejam a correr bem ou que se veja claramente a luz ao fundo do túnel, não. As razões do convite à alegria prendem-se com uma certeza, que, por tão original e universal, se torna Boa Nova para toda a gente: o coração de Deus é tão grande que nele todos têm lugar e é tão bom que a sua generosidade e felicidade está em acolher e perdoar. Sem limites.
Isto vem ao arrepio dos nossos critérios mesquinhos e é demais para os horizontes reduzidos das nossas amizades.
Todos somos, uns mais que outros, como o filho pródigo, com fugas, infidelidades, desencantos e frustrações, e também como o irmão mais velho, incapaz de compreender o coração e a alegria do pai, que amua, pede juros acrescidos por fazer tudo “direitinho” e até se considera exemplo de fidelidade…
Porque tudo isto consta, de forma mais ou menos clara, do argumento do filme da nossa existência, importa que nos reconciliemos com Deus e uns com os outros, para celebrarmos com verdade a vitória da Alegria sobre a angústia, do Amor sobre o ódio e da Vida sobre a morte, que acontece em cada Páscoa.
P. Fausto
in diálogo 1371 (IV Domingo da Quaresma – Ano C)
Comentários recentes