Só um talento ?

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“Estai preparados”, dizia Jesus no domingo passado, “porque o Senhor virá,” responde-nos hoje. Na verdade, os textos da Missa, sobretudo a Carta aos Tessalonicenses e o Evangelho, falam-nos da manifestação de Cristo no fim dos tempos e procuram fomentar em nós sentimentos de expectativa, vigilância e fidelidade, vivendo o dia-a-dia ao jeito da dona de casa, que sabe valorizar os seus gestos e ocupações comuns.
Sabendo que o Senhor “há-de vir, em sua glória”…, ousaremos viver atentos à rotina que banaliza cada momento, no que tem de original, único e irrepetível.
No Evangelho ouvimos a parábola dos talentos. Segundo os dados da parábola, Deus não exige impossíveis, apenas espera que tenhamos feito render a nossa vida, em proporção com os dons que recebemos. Não vale, pois, a preguiça ou o medo, sob o pretexto de prudência, para quem não soube apreciar quanto recebera e não agiu como pessoa responsável.
Alegra-me saber que Deus não faz contas de somar ou subtrair, não faz investimentos calculados e sem risco, mas liberta-nos do medo que bloqueia, inclusive do medo de errar… Este é o Deus, revelado por Jesus Cristo, que não nos pede que salvemos o mundo, mas que contribuamos com o nosso talento, mesmo que seja apenas um, para que o mundo seja mais fraterno, justo e feliz. Desta responsabilidade ninguém se pode dispensar.

P. Fausto

in Diálogo 1584 (XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A)

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