“Faz-te ao largo”

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Apesar do pouco tempo de vida pública de Jesus, o que vimos e ouvimos já permite dizer que se trata de uma pessoa com discurso claro e galvanizador, respeitadora, muito próxima e preocupada com os mais frágeis. É um encanto a sua companhia. Apesar de tudo, a sua passagem pelas várias terras não tem sido propriamente um passeio de consagração e glória.
Já notamos aqui e acolá sinais de oposição e resistência e alguns bem graves, como a tentativa de linchamento, no domingo passado, em sua terra. Mas Jesus não se intimidou e serenamente continuou a percorrer as aldeias e cidades, a estar com as pessoas sem se preocupar com a sua segurança, a curar os doentes, etc. e sempre atento a lançar novos desafios e propostas radicais de seguimento evangélico. Segundo o Evangelho de Lucas neste 5º domingo do tempo comum, assim aconteceu à beira do mar de Tiberíades.
O dia estava quente e a multidão era grande; a voz saía-lhe abafada, sendo de imediato absorvida pelos primeiros que entusiasticamente o rodeavam. Precisava de ar para se poder exprimir e o cansaço… Acudiu-lhe Simão, que, com os ouvidos na palavra, lavava as redes da lama, depois de uma infrutífera noite de trabalho. “Faz-te ao largo e vós, lançai as redes para a pesca”. O desafio estava lançado. O resto é bem conhecido. É história entrelaçada de disponibilidade, humildade, oração e fidelidade da parte dos apóstolos. Como então Jesus, Deus ainda não se cansou nem deixou de chamar. A ti e a mim. Basta-nos responder como Pedro, Tiago e João.

Pe. Fausto
in diálogo 1367 (V Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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