A Festa da Sagrada Família, celebrada habitualmente no domingo a seguir ao Natal, provoca sempre um sabor amargo. É que, ao colocarmo-nos como família frente ao presépio em Belém, ou nos confrontarmos com a que é forçada a emigrar para o Egipto e mais tarde a fixar-se em Nazaré, tomamos consciência de que a nossa situação, apesar de dramática, ainda é privilegiada em relação à família de Jesus.
Como seriam diferentes as nossas famílias, se tivéssemos em conta as palavras inspiradas do livro de Ben – Sirá para quem amar, obedecer e respeitar os pais, é amar, obedecer e respeitar a fonte de toda a vida, que é Deus!
Numa sociedade em que animais parecem “rivalizar” connosco “em direitos humanos”e em que se valorizam cada vez mais as pessoas enquanto capazes de produzir, não é oportuna e ajuizada a palavra de S. Paulo aos Colossenses?
Só quando os deveres recíprocos dos elementos da comunidade conjugal e dos membros da família entre si se fundam no amor, a família se torna verdadeiramente escola de aprendizagem da vida e do Evangelho e Igreja Doméstica.
Que Jesus, Maria e José abençoem as famílias, de modo que todos experimentem o amor e carinho tão necessários para se enfrentar o ano de 2014 com coragem e esperança.
P. Fausto
in diálogo 1407 (Domingo da Sagrada Família de Jesus, Maria e José – Ano A)
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