Encontramo-nos a meio do Advento. E, à semelhança do que acontece na Quaresma, a liturgia convida-nos neste domingo à alegria, uma alegria verdadeiramente cristã, que não está dependente dos sinais de recuperação económica, nem tão pouco hipotecada por tantos motivos de preocupação e pobreza que nos afectam. É uma alegria diferente com raiz diferente.
Não somos aliados do vento, do poder ou da riqueza, porque nos basta a certeza de que o Reino de Deus já veio e está entre nós, um reino onde todos têm lugar, mesmo coxos, cegos, paralíticos e surdos…, absolutamente todos os rejeitados pela sociedade são convidados.
Se cresce o número dos indiferentes, se há ainda muita gente descrente da vinda de Jesus, é porque nós, os cristãos, não somos rosto de paz e de alegria, presença eficaz e discreta junto de quem precisa, coração manso, generoso e compreensivo ao jeito dAquele que já veio e cujo aniversário de nascimento preparamos.
“Ele já terá vindo, ou temos ainda que esperar?”
A resposta clara e humilde, serena e persistente cabe-nos a nós com a vida de todos os dias. Sem alaridos, nem complexos!
P. Fausto
in diálogo 1405 (Domingo Terceiro do Advento – Ano A)
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