Ainda ressoa aos ouvidos o eco das campainhas e sinos, associado às vozes do Glória e Aleluia, na noite Santa da Vigília. É a Festa da Páscoa. Mas se a Festa é um dia, o Tempo de Páscoa dura 50 e o espírito pascal é o que deve caracterizar a vida inteira do cristão, sempre alimentado e celebrado, especialmente em cada domingo do ano.
Como nos demais anos, ao longo de 50 dias, somos convidados a fazer caminho, e, guiados pelos apóstolos e atentos ao comportamento dos outros cristãos de Jerusalém, a celebrar com eles os frutos saborosos que o Ressuscitado lhes foi concedendo. A paz e o perdão são os primeiros desses frutos, não para guardar cada um em proveito próprio, mas para semear e partilhar em todas as circunstâncias.
Graças ao Espírito Santo dado na tarde de Páscoa, cabe-nos a tarefa, 2 000 anos depois, apesar da fragilidade da nossa natureza e da inconsistência dos nossos propósitos, de fazermos da Paz e da Reconciliação a nossa principal bandeira e programa diário de vida. Páscoa torna-se, então, caminho, passagem e nunca miragem. É presente e futuro, programa e projecto, dom e tarefa. É sempre Vida Nova!
P. Fausto
in diálogo 1375 (Domingo II da Páscoa – Ano C)
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